História do Linux

By | Abril 26, 2018

Onde tudo começou ?

Hoje o Linux é um dos sistemas operacionais mais conhecidos da atualidade e conta com uma série de distribuições mundo afora. Mas você sabe como tudo começou?

UNIX

O Unix é um Sistema Operacional que foi projetado em 1960, com o auxilio de grandes empresas como General Eletric (GE), Bell Labs, American Telephone and Telegraph (AT&T) e Massachusets Institute of Technology (MIT). Nesta época ele era chamado de Multics e só adotou o nome de Unix em 1969. O Unix em 1973 foi reescrito pelo Dennis Ritchie, o criador da linguagem C, e ele aproveitou a liguagem para reescrever o Unix nesta nova linguagem. O Unix é muito utilizado em Super Computadores ou MainFrames, e foi usado para criação de diversos Sistemas Operacionais, incluindo o MAC OS e o Linux.

UNIX-Like

O termo Unix-like é muito comum no mundo da tecnologia, pois diversos Sistemas Operacionais foram derivados do Unix, e acabam herdando algumas caracteristicas do Sistema. Em 1987, Andrew Stuart Tanenbaum lançou um Sistema derivado do Unix chamado MINIX. O intuito do Tanenbaum era criar um Sistema Operacional para estudo no livro “Sistemas Operacionais. Projeto e Implementação” de sua autoria, ele apresenta o MINIX e explana sobre o funcionamento dos Sistemas Operacionais.

E onde entra o Linux nisso tudo ?

A história do Linux começa no ano de 1991, pelas mãos de um estudante universitário finlandês chamado Linus Torvalds. O Linux foi criado por ele, não totalmente do “zero”, mas sim como uma variação do Minix.

O Minix é um sistema operacional simples, criado por Andrew S. Tanenbaum, um renomado professor de computação que é conhecido pelos diversos livros que escreveu para a área.

Tanenbaum disponibilizou o Minix principalmente para servir de auxílio no ensino de computação. Trata-se de um sistema operacional simples, que exige poucos recursos de hardware e cuja primeira versão foi lançada em 1987.

Dadas as suas finalidades acadêmicas, não só o Minix foi disponibilizado de maneira gratuita e livre, como também o seu código-fonte completo. Assim, os estudantes de computação podiam — e podem — estudá-lo inteiramente para desenvolver habilidades ou mesmo para criar projetos derivados. Foi assim que Linus Torvalds entrou nessa história.

A relação do Linux — e do Minix — com o Unix
O Minix também não foi escrito do “zero”. Trata-se, na verdade, de um projeto baseado em um sistema operacional que tem grande participação na história da computação: o Unix.

O surgimento do Unix se deu em 1969, como um projeto da Bell Labs, laboratório pertencente à AT&T. Mas somente em meados da década seguinte o Unix tornou-se um sistema efetivamente disponível no meio acadêmico, o que permitiu a sua evolução e o surgimento de variações.

O Unix, na verdade, começou em meados dos anos 1960 como um projeto a ser desenvolvido por um grupo de habilidosos programadores, entre eles, Ken Thompson e Dennis Ritchie: um sistema operacional de nome Multics.

O Multics era um projeto ambicioso, mas enfrentou vários problemas, entre eles, falta de recursos computacionais. Assim, no mesmo ano, Ken Thompson decidiu criar algo mais “realista”, chamando o novo projeto de Unics. Tempos depois, o nome foi mudado para Unix, denominação que permanece até hoje.

Apesar de haver outros programadores envolvidos com a criação do Unix, Ken Thompson e Dennis Ritchie são os nomes mais lembrados porque ambos, em 1973, praticamente reescreveram o Unix a partir da linguagem C.

C é uma criação de Dennis Ritchie, daí o seu comprometimento com o trabalho envolvendo a linguagem e o Unix. Por causa de seus recursos, a linguagem passou a ser utilizada em vários outros projetos mais complexos, inclusive no desenvolvimento de outros sistemas operacionais, fazendo o seu criador ser reconhecido mundialmente como um dos grandes nomes da computação. Dennis Ritchie faleceu eum outubro de 2011).

O Unix teve grande aceitação não somente em universidades, mas também em ambientes corporativos, resultando no surgimento de variações diversas do sistema, como as versões BSD e o Solaris. O Minix, assim como o Linux, é uma delas, o que não quer dizer que ambos sejam iguais ao Unix, mas notoriamente parecidos.

O surgimento do Linux

Linus Torvalds, então com quase 20 anos, começou a estudar ciência da computação na Universidade de Helsinki, na Finlândia, em 1988. Cerca de dois anos depois, aproveitando o conhecimento que tinha e estava adquirindo sobre a linguagem C, decidiu criar a sua própria implementação de um terminal em seu recém obtido computador 80386, principalmente para acessar o servidor Unix da instituição de ensino. Isso porque ele já havia testado o Minix para essa finalidade, mas não estava satisfeito com os seus recursos.

A intenção de Torvalds era a de fazer o projeto rodar especificamente em sua máquina 80386, com o desenvolvimento sendo feito a partir do Minix. O trabalho avançou de tal forma que chegou um ponto em que Torvalds já tinha um kernel funcional em mãos, então em 1991, Linus Torvalds decidiu divulgar abertamente o projeto.

GNU/Linux


GNU (GNU’s Not UNIX) → Desenvolvido pelo Richard Stallman
LINUX (Linus + UNIX) → Desenvolvido pelo Linux Torvalds

O GNU (GNU’s Not UNIX) é um Sistema Operacional criado pelo Richard Stallman, ele foi desenvolvido com base no UNIX, logo ele também se enquadra como UNIX-like, porém ele difere do UNIX por ser gratuito e licenciado sob a GPL (General Public License) que falaremos em breve.
Stallman e outros programadores começaram a escrever as principais peças do sistema, como compiladores, editores de texto e outros binários. O Kernel (núcleo do sistema) que o Stallman vinha trabalhando era chamado de Hurd.

Em paralelo com isso, o Finlandês Linus Torvalds que utilizava o MINIX, decidiu criar o seu próprio Kernel (Linux, Linus + Unix), com o objetivo de uso pessoal. Com o Kernel criado, ele precisava da suíte de ferramentas para interagir com o seu novo núcleo, e como o Richard Stallman já havia criado o GNU e licenciado sob a GPL, o Linus Torvalds decidiu utilizar o GNU em conjunto com o Linux e licenciar o novo sistema com a GPL.

O nome Linux

O projeto já era realidade, mas não tinha um nome. Inicialmente, Torvalds atribuiu ao kernel a denominação Freax, uma mistura de free (livre) com freak (monstruoso, esquisito) e a letra ‘x’, para lembrar o Unix.

O símbolo do Linux é o Pinguim Tux

O programador Ari Lemmke, depois de sugerir a Torvalds que colocasse o projeto em uma rede para torná-lo mais acessível, decidiu criar no servidor de FTP que hospedaria o software uma pasta de nome “linux” (muito provavelmente, uma mistura de Linus com Unix), já que não havia gostado de Freax. A denominação “Linux” acabou “pegando” e é, tal como você vê, utilizada até hoje.

Licenças no mundo Open Source

Durante a criação do GNU em 1985, o Richard Stallman decidiu fundar a Free Software Foundation, uma organização sem fins lucrativos para o licenciamento de softwares, eliminando a restrição de acesso e cópias. Em 1985 ele dedicava-se apenas ao licenciamento de softwares livre, porém hoje temos diversos projetos que são desenvolvidos e contemplados pelo licenciamento da FSF, por tanto agora ele se dedica aos aspectos legais e estruturais da comunidade do software livre. Todas as licenças são baseadas nas 4 Liberdades que será abordado em breve.
GNU General Public License (GPL) – É designada para licenciar Softwares Livres.
GNU Affero General Public License (AGLP) – É um tipo de licenciamento mais recente, muito similar ao GNU GPL, porém visa fornecer as liberdades para os softwares enquadrados em SaaS (Software as a Service), atualmente disponibilizados na Cloud.
GNU Free Documentation License (FDL) – Utilizado para textos, apresentações e conteúdos da web, sejam distribuidos e reaproveitos, mantendo os direitos autorais para que não seja utilizado de forma inadequada.
GNU Lesser General Public License (LGPL) – É como a GPL, porém muito menos “aberta”, podendo licenciar softwares proprietários.

Definição de Software Livre

Por “software livre”, devemos entender aquele software que respeita a liberdade e senso de comunidade dos usuários. Grosso modo, isso significa que os usuários possuem a liberdade de executar, copiar, distribuir, estudar, mudar e melhorar o software. Assim sendo, “software livre” é uma questão de liberdade, não de preço. Para entender o conceito, pense em “liberdade de expressão”, não em “cerveja grátis”. Por vezes, chamamos de “libre software” para mostrar que livre não significa grátis, pegando emprestado a palavra em francês ou espanhol para “livre”, para reforçar o entendimento de que não nos referimos a software como grátis.

Nós batalhamos por essas liberdades porque todo muito merece. Com essas liberdades, os usuários (tanto individualmente, quanto coletivamente) controlam o programa, e o que ele faz por eles. Quando os usuários não controlam o programa, o programa controla os usuários. O desenvolvedor controla o programa e, por meio dele, controla os usuários. Esse programa não-livre e “proprietário” é, portanto, um instrumento de poder injusto.

Distribuições Linux

Você já sabe que o Linux, ao contrário de outros sistemas baseados no Unix ou mesmo deste, não é um sistema operacional como um todo. Mas, sendo um kernel disponível de maneira gratuita e com código-fonte aberto, qualquer pessoa ou organização pode juntá-lo a um conjunto de softwares para criar um sistema operacional customizado.

Ao longo dos últimos anos, foi justamente isso o que aconteceu. Vários grupos ou mesmo empresas se organizaram e criaram seu próprio sistema operacional baseado em Linux. Cada um deles recebe o nome de “distribuição Linux” (ou “distribuição GNU/Linux”).

Há várias distribuições Linux por aí, para os mais diversos fins. Muitas inclusive fazem parte de negócios rentáveis em que a empresa fornece, por exemplo, o sistema operacional de graça, mas obtém receita a partir de serviços de suporte. Naturalmente, aquelas distribuições que se destinam ao segmento de usuários domésticos são mais populares.
Para ver algumas distribuições disponíveis, acesse este site  https://distrowatch.com/ tem uma infinidade de distribuições, onde você pode achar uma que ti chame mais atenção, separamos 3 exemplos abaixo:

Ubuntu

O Ubuntu é um sistema operacional ou sistema operativo de código aberto, construído a partir do núcleo Linux, baseado no Debian.



Debian

Debian ou Debian GNU/Linux é um sistema operacional e também o nome do projeto que o mantém, sendo o SO composto inteiramente de software livre. O grupo distribui ainda núcleos Unix-like, como o Debian GNU/kFreeBSD e o Debian GNU/Hurd.

Linux Mint

Linux Mint é uma distribuição Linux irlandesa. Possui duas versões: uma baseada em Ubuntu e outra versão baseada em Debian. Suporta muitos idiomas, incluindo a língua portuguesa, e utiliza o Cinnamon como seu principal ambiente de desktop

Conclusão

Você pode até não ter Linux em seu computador, mas já o utilizou de alguma forma. Por se tratar de um software gratuito, de código-fonte aberto e amplamente disponível, é comum encontrá-lo nas mais diversas aplicações. O servidor que hospeda o Ninja Linux, por exemplo, roda uma distribuição Linux. Também é possível encontrar esse kernel em sistemas embarcados, caixas eletrônicos, dispositivos móveis com android, entre outros.

 

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